Quatro romances para celebrar o amor

Quem disse que ler não é uma forma de celebrar o amor?

 

Hoje é Dia dos Namorados. Eu não tenho namorado, Victoria anda aborrecida por que eu não tenho um namorado e até eu dizer pra ela que sapo não é príncipe temos uns anos ainda pela frente. Então fazemos o que? Curtimos os romances alheios que é pra não deixar enferrujar.

Como eu sou editora, ler tá no DNA mesmo. E muitas leitoras/seguidoras no Instagram, me pedem dicas de livros que não tenham nada a ver com a maternidade. Então o dia de hoje é perfeito pra indicar os romances da minha estante de cabeceira.

 

TEM UM CORAÇÃO QUE FAZ BARULHO DE ÁGUA

Cris Lisbôa, 96 páginas, R$ 28,00

Esse é um livro que fala de amor. Poesia contemporânea, minicontos, pode chamar do que quiser. São palavras lindas, intercaladas com frases de músicas de todas as épocas. Todo mundo falando desse livro, as hashtags #coracaoagua e #temumcoracaoquefazbarulhodeagua bombam no instagram com fotos de páginas do livro. A leitura é curtinha, pra quem tá sem tempo ou enferrujada na leitura e querendo voltar.

“São tempos de ódio. É urgente, necessário e da maior importância que estejamos amados”, explica Cris. O livro é bilíngue, cada poema tem sua versão em espanhol e reúne cartas não enviadas, áudios apagados, bilhetes perdidos, notas esquecidas no celular e muitos trechos de músicas. “Estes textos são suspiros do meu processo criativo. Estou sempre de fone, amo programa de rádio e tenho um prazer secreto em decorar canção.”

O título do livro e a imagem que ilustra a capa são uma obra da artista plástica Rita Wainer e foram cedidos com exclusividade para a escritora. “Meu desenho encontra o texto da Cris no universo cósmico das estrelas que se conectam por terem sido colocadas na mesma constelação. É explicar o que não é possível, o que vem do coração, é como a sensação de voltar pra casa”, define Rita Wainer. O músico Felipe Catto é quem apresenta o livro. “Penso que a Cris Lisboa escolhe suas vogais e consoantes para despistar o silêncio que existe entre uma palavra e outra”.

 

GRANDES OBRAS DE JANE AUSTEN

Jane Austen, 1208 páginas em 3 volumes, R$ 102,00

Jane Austen é um das minhas escritoras prediletas. Foi uma das romancistas mais populares da literatura mundial. Publicados originalmente no século XIX, seus livros causam encantamento no público até hoje e já ganharam diversas adaptações no cinema e na TV. Neste boxe encontram-se as três obras mais importantes da carreira da escritora inglesa: Orgulho e preconceito é uma comédia de costumes em que Jane Austen mostra os perigos do julgamento à primeira vista e evoca as amizades, fofocas e vaidades da classe média provinciana. Em Razão e sentimento, as irmãs Dashwood, após a morte do pai, terão que lidar com as convenções de uma sociedade extremamente rígida, em que sofrerão as desilusões e os desafios da busca pelo amor. Já Emma narra a história de uma menina linda, inteligente e rica que acredita que não precisa de envolvimentos amorosos. Porém, ao tentar resolver a vida romântica dos outros, a inexperiência e os erros de julgamento sobre as próprias emoções rendem a Emma muitas surpresas e decepções. Tudo tem filme, mas nada bate ler a Jane. <3

 

O TEMPO ENTRE COSTURAS

Maria Dueñas, 749 páginas, R$ 32,00

Esse é um dos raros casos de ver primeiro na telinha e depois ler o livro. A série que é uma produção francesa, mas com elenco espanhol, passa no Netflix. Quando a autora lançou O tempo entre costuras não esperava a repercussão que alcançou. A verdade é que depois que se conhece Sira Quiroga, a encantadora costureira que protagoniza esta aventura, é impossível esquecê-la. O cuidado de María Dueñas com as palavras faz o leitor ouvir a respiração daquela frágil e pobre trabalhadora. Ela, que um dia se apaixona, parte de Madri para o romântico Marrocos, meses antes da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Tudo para ter sua inocência triturada pelos caminhos da vida. Até que se transforma uma vez mais para mergulhar, durante a Segunda Guerra, num mundo repleto de espiões e impostores. É bom demais, gente!

 

 

UMA LOJA EM PARIS

Máxim Huerta, 242 páginas, R$ 24,89

Num dia qualquer, quando andava sem rumo pelas ruas de Madri, Teresa, uma órfã rica que vive sob o rígido controle de sua tia Brígida, se vê impelida a entrar em um antiquário, atraída por uma tabuleta de uma antiga loja parisiense de tecidos. De volta ao seu apartamento, fixa a tabuleta em seu escritório. A jovem passa a ser atormentada por uma série de sensações, percepções e visões. Ao que tudo indica, fazem referência à dona da tal loja, Alice Humbert, que viveu na Paris dos anos 1920. Quem terá sido essa mulher e por que a sua história agora lhe bate à porta de uma maneira tão intensa? Sem perder tempo, Teresa parte em busca das respostas na mágica, romântica e colorida capital francesa, para onde se muda. Inspirado pelos ‘anos loucos’ vividos na Paris de Hemingway, Modigliani, Coco Chanel e Paul Poiret, o jornalista espanhol Màxim Huerta apresenta uma história de amor que resistiu ao tempo e transpassou décadas até atingir em cheio o coração de Teresa.

 

 

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