Cientistas criam óvulos humanos em laboratórios pela primeira vez e isso pode revolucionar os tratamentos de infertilidade

A fertilização in vitro (FIV) costuma ser um processo muito desgastante, tanto do ponto de vista físico quanto emocional. Mas a ciência acaba de dar um passo importante que pode revolucionar os tratamentos contra infertilidade em um futuro não tão distante.

Um importante avanço científico foi anunciado esse mês: cientistas conseguiram desenvolver óvulos humanos pela primeira vez em laboratório. Os óvulos foram desenvolvidos a partir do tecido ovariano, desde o estágio inicial até a total maturidade, fora do corpo das mulheres. A pesquisa, conduzida por cientistas do Reino Unido e dos Estados Unidos, foi publicada na revista Molecular Human Reproduction.

O mesmo resultado já havia sido obtido em experimentos com ratos, quando cientistas criaram óvulos que se desenvolveram até produzirem descendentes vivos. Mas é a primeira vez que conseguiram desenvolver, em humanos, óvulos desde o estágio inicial até o momento em que eles poderiam ser fertilizados.

Cientistas criam óvulos humanos em laboratórios pela primeira vez

O procedimento pode revolucionar os tratamentos de infertilidade no futuro

Atualmente, as pacientes que se submetem a fertilização in vitro (FIV) precisam tomar injeções para estimular e produção de óvulos, depois removê-los cirurgicamente, fertilizá-los e reintroduzi-los no útero. Esse processo não é muito eficiente e nem tem garantia de sucesso, precisando, em alguns casos, ser repetido diversas vezes. A nova técnica tornaria o processo mais fácil, evitando os diversos ciclos de tratamento hormonal.

Além disso, ela também pode ajudar a preservar os óvulos de mulheres jovens com câncer. Para tanto, basta retirar um pequeno pedaço do tecido ovariano através de uma laparoscopia. E em seguida usá-lo para desenvolver óvulos, fertilizá-los e produzir embriões no futuro.

Mas ainda existe um longo caminho a ser percorrido até esse tipo de tratamento se tornar uma realidade. Pois é preciso que haja a garantia que os óvulos produzidos em laboratório sejam de boa qualidade. E gerem embriões normais. Os testes em humanos só começarão depois de terem a certeza que o método é seguro.

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