Coisas que ninguém me contou quando virei mãe

Muitas coisas eu gostaria de ter sabido quando virei mãe…

 

Ninguém me contou que existia repouso absoluto na gravidez.

Ninguém me contou que a anestesia do parto podia fazer coçar loucamente.

Ninguém me contou que o bebê não nasce sabendo mamar com facilidade.

Ninguém me contou que os primeiros dias da maternidade são maravilhosos e que as noites que se seguem são, na grande maioria, exaustivas.

Ninguém me contou que a dor de mastite é enlouquecedora.

Ninguém me contou sobre os terrible twos e nem que uma criança pode ser capaz de chorar, sem parar, por horas seguidas.

Ninguém me contou que haveria dias que eu ia querer ter um botão off para me desligar e outro on para ser ligada na mesma hora.

Ninguém me contou que eu invejaria o mosquitinho que vai na sala de aula das crianças e poder vê-las, de longe, despercebida.

Ninguém me contou que eu teria vontade de ser professora, para estar ao lado dos pequenos durante o tempo que passam na escola, médica, para não deixá-los sentir qualquer dor, invisível para acompanhar cada passo.

Ninguém me contou que a volta da licença-maternidade cortaria o meu coração e que a volta da licença-maternidade depois do nascimento da segunda filha seria tão dolorido ou mais do que a primeira. Deixar dois bebês em casa me deixava morta de saudade.

Ninguém me contou que não se deve tomar nenhuma decisão radical na gravidez ou durante a amamentação. Os hormônios estão em polvorosa e muitas vezes não respondemos por nós. Foi numa dessas que topei mudar para São Paulo. Hoje em dia estou totalmente adaptada, mas penei para me dar conta do que tinha concordado em fazer.

Ninguém me contou que no momento em que uma mulher se torna mãe ela ganha superpoderes.

quando virei mãe

Hoje, além de me dividir em quantas for preciso para atender a cada um dos meus filhos, sou capaz de sentir meu coração bater no corpo dos três.

Só depois que virei mãe que descobri que mãe enxerga no escuro, escuta no silêncio, sente à distância.

Só depois que virei mãe que descobri que mãe consegue andar sobre nuvens e é capaz de curar feridas com beijo. Mãe tem colo com cafuné. Mãe se comunica sem dizer uma palavra. Mãe decifra gestos e olhares.

Me contaram que os filhos cresciam rápido demais. Não sei se levei tão a sério.

Me contaram que o tempo passa rápido. Na verdade, voa.

Os bebês aprendem a engatinhar, andar, falar, reivindicar e ter vontade própria num piscar de olhos.

Muitas vezes sequer chegamos a imprimir fotos passadas e eles já estão muitas fases adiante. Como aconteceu? Não vemos o tempo passar.

Pensando bem, melhor que não tenham me contado essas e tantas outras coisas. São as descobertas que vamos fazendo ao longo da vida que fazem de nós as mães que somos. Cada uma do seu jeito, da sua maneira, com seus defeitos , qualidades, experiências e vivências. Existem milhares de mães, mas cada uma é única. Da mesma maneira que,não importa o número de filhos que se tenha, todo filho é único.

Não me contaram muitas coisas, mas posso afirmar, com certeza, que a maternidade é a maior de as bênçãos. O maior de todos os milagres. A maternidade é transformadora, transcendental, magnânima. O maior presente que uma mulher pode receber.

 

*Crédito da imagem em destaque: Shutterstock

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