Por que as crianças se fantasiam?

Aqui em casa os anos vão passando e as fantasias infantis vão se acumulando. De princesa até cowboy, passando por coelho, Batman, Woody, abelha, joaninha, sereia, Doutora Brinquedos, Mila do DPA e até cozinheira. Passamos o ano acumulando ou improvisando fantasias. Além de uma gaveta cheia de tutus de todas as cores denuncia que tem uma menina com complexo de Diva dentro de casa (risos).

A mãe aqui até acaba de adquirir uma máquina de costura na intenção de poder criar fantasias mais elaboradas (e também roupas de bonecas, papo para outro post). Será que eu ainda me lembro como se faz molde?

Tenho certeza de que na casa de vocês deve ser a mesma coisa. Sejam personagens licenciados ou não, as crianças se sentem muito confortáveis na “pele” de outra pessoa. Ou bicho. Ou objetos inanimados. Mas você sabe porquê?

Por que as crianças se fantasiam?

É divertido!

Se você ama Carnaval, por exemplo, sabe que se fantasiar para os blocos é metade da alegria. Pergunta pra Mari, aqui, que está sempre atrás de fantasias escalafobéticas o que ela acha de se fantasiar? Então imagina o quanto é divertido para uma criança ser uma girafa por um dia?

 

Estimula a criatividade e imaginação

Se sua filha quer se vestir de Dora Aventureira é provável que ela vá colocar uma mochila nas costas, pegar um bicho de pelúcia para fazer de conta que é o Botas e vai viver aventuras, procurando a praia, subindo colinas, escalando árvores imaginárias. Colocar uma fantasia é simplesmente a “casca” do fantasiar que é tão importante na primeira infância.

 

Ajuda na coordenação motora

Se as crianças querem se fantasiar de lutador de sumô (ahahah, estou aqui pensando que terei que mostrar pra Vicky o que é um lutador de sumô!), elas vão colocar a fralda (que acabei de ver no Google que se chama mawashi) e vão imitar os trejeitos, vocalizar como os lutadores. E tudo isso envolve não só a capacidade de imaginar, mas também de realizar e improvisar. E isso é excelente para o desenvolvimento da coordenação motora.

 

Ajuda no aprendizado das rotinas do dia a dia

Se seu filhote está vestido de corredor de Fórmula 1, ele está fantasiando estar em um carro (ou pode estar mesmo em um carro de brinquedo) e aprendendo como é a rotina de alguém que dirige. Coloca a chave na ignição, pé no pedal, gira volante bruscamente para os lados e passa a marcha, para no sinal e deixa os pedestres passarem. Isso é dar asas à imaginação enquanto aprende rotinas de educação no trânsito.

Ajuda a resolver conflitos

Dependendo do tipo de fantasia que seu filhote está vivendo/usando, é fácil de perceber conflitos que ele esteja passando. Ou até mesmo esteja resolvendo sozinho.

Dou um exemplo: Victoria é mãezona de uma dúzia de bonecas que comem, mamam no peito, usam mamadeira, trocam fralda, trocam de roupa, vão para a escola, fazem piqueniques e dormem todas as noites de bruços em uma cama improvisada com mantas. E enquanto ela performa todas essas rotinas eu consegui pescar que ela estava com um medinho de escuro (embora não goste de dormir no claro) pois a Charlie precisa de dormir com uma luzinha acesa, e da tristeza dela ser filha única pois Charlie, Mariana e Giovana são irmãs trigêmeas e elas são mais felizes por que não precisam dormir sozinhas e da vontade de aprender a ler e escrever pois suas babies (como ela chama as filhas) gostam muito de ouvir histórias, mas ela só consegue “ler” alguns livros (de verdade ela decora as histórias) e por aí vai.

A psicóloga da Victoria acha que devo deixar esse livre acesso às inúmeras bonecas e estimular a encenação, pois ela estava mostrando muito claramente todos os seus desejos, inseguranças, tristezas e resolvendo algumas de suas neuroses através dessas fantasias.

 

E por que se fantasiar para encenar? 

Oras, é mais fácil de entrar no personagem, né? Mas não fique desesperada, não há a menor necessidade de limpar a conta bancária atrás de fantasias caríssimas. Minha dica pra você é a mais óbvia e mais barata: pegue um baldão de borracha, baú ou maleta e encha de tutus coloridos, fraldas ou toalhas que sirvam de capas, um jaleco que sirva para brincar de médico, armação de óculos, roupas coloridas, bolsas, carteiras, cachecol, avental, chapéus, perucas, coroas, varinhas mágicas, bijuterias diversas (tipo grandes colares coloridos) e deixe livre acesso para que a criança seja criativa e corra atrás de seus próprios personagens.

Atenção

Preste atenção na idade do seu filhote e se planeje de acordo. Nada de colares que possam arrebentar as contas para crianças muito pequenas, ou qualquer coisa que uma criança possa se sufocar, enfim… você tem bom senso, você sabe do que estou falando. Minha lista aqui é pensando na minha pequena, que tem cinco anos e meio.

Quando começa essa fase? 

Como sempre, crianças são caixinhas de surpresas e únicas em suas fases. Mas, de qualquer forma, o usual é que elas entrem na fase da encenação depois dos três anos. Victoria, aos cinco anos, está praticamente vivendo no mundo do faz de conta e fazendo uso irrestrito de seu arsenal de fantasias. As de glitter e aquelas que pedem que ela se esforce um pouco mais para criar sua própria história.

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Shutterstock Vasilyev Alexandr
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