Como lidar com crianças de temperamento forte

Victoria é uma criança de temperamento forte. Sempre foi assim, desde que nasceu. É como se ela sempre soubesse exatamente o que queria: colo ou carrinho, dormir ou ficar acordada, sorrir ou chorar. Foi fácil identificar isso. Era a diferença entre um choro irritadíssimo ou risadinhas deliciosas. Não teve meio termo com esse bebê.

Na medida em que ela foi crescendo, seu “jeitinho” foi crescendo com ela. Percebi desde cedo que eu teria dificuldades em criá-la. Ou domesticá-la, se preferir (hahaha). A pediatra meio ria e meio me olhava com preocupação: “Camila, é impressionante como ela não se consola!”. Não tinha como distraí-la ou enganá-la. Se ela queria aquele brinquedo, não tinha essa de tentar dar outro, mesmo que tirando da vista dela o objeto de desejo. Ou aquilo se materializava na mão dela n-a-q-u-e-l-e instante ou o mundo caía. Não foram raras as vezes que a única maneira de fazê-la entender que ela não podia pegar no vidro de perfume era deixando ela chorando desconsolada por um bom tempo. Ela não aceitava nem a coisa mais legal do mundo. E não ia, mesmo, brincar com vidro de perfume, né?

No mundo escolar, ela é uma das crianças mais velhas em uma turma de 20, grande em tamanho e altura e foi uma das mordedoras. Com o tempo ela foi posta “no seu lugar”, ou seja: passou a ser mordida de volta e foi parando, também por que começou a se comunicar melhor, falando.

Eu observei todas essas características no comportamento dela desde muito cedo. Não me enganei ou coloquei panos quentes. Quando comecei a refletir mais seriamente sobre o temperamento dela, fiquei meio apreensiva com o estigma que essas crianças têm. Crianças com esse tipo de personalidade possuem qualidades ímpares que fazem com que elas se sobressaiam das demais: carismáticas, falantes, extrovertidas, criativas, líderes, possuem raciocínio veloz, são independentes e inteligentes. Entre um e quatro anos, sempre tive a sensação de que ela era mais madura e desenvolvida do que as crianças da mesma idade. Quando ela tinha três anos a pediatra me disse que ela se comportava/estava desenvolvida como uma criança de mais de cinco anos. Ao invés de me sentir orgulhosa, fiquei apreensiva. Por que, diabos, ela estava querendo crescer tão rápido?

Pais de crianças tímidas e/ou introspectivas frequentemente elogiam o comportamento da Victoria, afinal, ela sempre se sobressai com graça. E, embora, seja um alívio ter feito uma filha que interage com meus amigos, cumprimenta o porteiro e dá bom dia para os vizinhos no elevador sem que eu precise cutucá-la, existem muitos desafios em criar uma criança com temperamento forte e eu estou sentindo na pele a dificuldade de conseguir me posicionar.

Em primeiro lugar ela é impaciente, teimosa, autoritária, para não dizer um pouco tirana. Também é bastante vaidosa e se acha apenas o máximo. E embora eu admire quem tenha autoestima no lugar (por que a minha é no dedão do pé), acho que em níveis estratosféricos a coisa é meio perigosa. E por fim, e o que mais me incomoda no seu comportamento é que ela é completamente egocêntrica.

Na última semana tive uma sessão com a psicóloga da Vicky (que ela frequenta desde o início desse ano) e desfiei o meu rosário, contando que estava com dificuldades de lidar com esse egocentrismo todo, que as vezes, eu achava honestamente, que ela não estava conseguindo ter empatia, se colocar no lugar do outro, sentir compaixão. Onde eu estava errando?

De volta eu ganhei um abraço e um raio X da nossa situação. E, embora eu advogasse para causas muito nobres como CNV, disciplina positiva, incentivo a independência etc., eu estava perdendo o controle (já escrevi sobre isso em Uma mãe sem moral) e ela estava sem limites, o que para uma criança como ela, era “dar munição para o inimigo”. (Tudo bem, ela não usou essa expressão, mas foi como eu entendi).

Depois de ouvir como andavam as coisas na minha casa, de como andava a minha relação com o pai dela, de ter lido com atenção o relatório semestral da escola ela sentia que estava na hora de algumas coisas acontecerem. Eu disse, pela primeira vez, que não sabia o que fazer. Que achava, honestamente, que essa era uma batalha perdida. Eu estava indo de um extremo a outro e nada estava surtindo efeito.

Ela foi muito lúcida em suas colocações. Não tinha nada a ver com gritar, castigo, palmadas. Eu não precisava mudar o meu estilo de ser mãe. Eis algumas dicas que ela me deu e que eu compartilho aqui, e mesmo sabendo que são absolutamente pessoais, quem sabe pode ajudar a clarear a mente de mais alguém?

Crianças temperamentais precisam de limites bem estabelecidos para se sentirem seguras. E minha estratégia começa daqui.

Não ceder: eu tenho o péssimo hábito de proibir algo e depois que ela chora magoadíssima acaba me convencendo a ceder. Ela me manipula direitinho, eu sei disso, mas cedo mesmo assim. Tá na hora de endurecer o coração para as lágrimas do meu docinho.

Não vociferar: eu falo alto e sou impaciente. A combinação é fatal e, por qualquer motivo eu saio gritando, como para compensar o fato de que sou uma bobalhona. O resultado é que ela simplesmente não respeita nenhum tom de voz que não seja em decibéis proibitivos e eu detesto esse defeito em mim e não quero mais ser assim.

Ouvir mais: ela precisa de atenção e de verbalizar meus desejos e de vez em quando eu só queria que ela ficasse quieta e me obedecesse sem que pra tudo eu tivesse que ouvir um argumento. Mas preciso ficar mais atenta para entender por que ela está raciocinando daquela maneira e não sair impondo a minha maneira o tempo todo.

Não depender tanto da independência dela: ela quer brincar sozinha, comer sem que eu esteja na sala, tomar banho sem que eu esteja no banheiro, “cozinhar” sem que eu esteja na cozinha e não quer mais que eu escolha suas roupas. Eu acabo deixando ela fazer as coisas do próprio jeito, mas tem horas que ela precisa entender que todo mundo precisa de ajuda e supervisão. E acho que a melhor maneira dela entender isso é pedindo ajuda também, ao invés de ser sempre autossuficiente.

Explicar: tudo. Mas tudo mesmo, bem detalhadamente. Por que ela não pode fazer determinada coisa, por que ela precisa fazer outras e por aí vai. Crianças temperamentais, estou aprendendo, não aceitam uma ordem sem questioná-la primeiro e receber respostas satisfatórias.

Oferecer respeito e compaixão: entender por que ela não quer doar um brinquedo que ela brincava quando tinha um ano, respeitar seus medos, demonstrar compaixão por cada um dos machucados na canela, entender que cada obstáculo vencido deve ser propriamente celebrado. Eles nos copiam, e se estamos presos na teia enrolada do dia a dia, acabamos esquecendo dessas pequenas atenções.

Se alguém tiver mais dicas, eu aceito a ajuda de vocês. E espero que, de alguma maneira, esse post traga luz para mais mães com as mesmas questões.

 

Imagem destacada: shutterstock

 

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46 Comentários

  1. Livia
    27 de outubro de 2015 at 9:04 — Responder

    Quando li o post parecia de verdade que estava descrevendo a minha filha. E ela só tem 1 ano e 10 meses.
    As dicas vão valer desde agora

    • Mariana Chaves
      3 de novembro de 2015 at 16:03 — Responder

      A minha filha tem 1 ano e nove e já sinto na pele muito do que foi falado no texto. Vou usar algumas dicas. Porque as vezes, ou todas elas rs, me vejo perdida no que fazer. Tão pequena e tanta atitude me assustam.

    • Mayra
      7 de março de 2016 at 23:48 — Responder

      Caraca!!! Mana parece q minha filha é sua filha kkkkkkk igualsinha… Já bate muita cabeça com minha Aurora…hoje em dia a coisa ta melhor…mas sou frustrada pq acho q tô fazendo do jeito errado…preciso de ajuda mesmo…

  2. Fabrina Dutra
    27 de outubro de 2015 at 10:18 — Responder

    Adoro os seus posts

  3. 27 de outubro de 2015 at 12:02 — Responder

    Desculpa, Camila. Não tenho dicas para ti. Mas li teu texto com BASTANTE atenção, porque tenho um pequeno de temperamento forte de dois anos e meio em casa. Obrigada por compartilhar!

  4. Luciana
    27 de outubro de 2015 at 12:30 — Responder

    Voce descreveu meu filho mais novo! E ele é assim desde que nasceu…rs Sabe o que tem me ajudado muito? Homeopatia…Não acreditava que isso realmente funcionasse, mas tem funcionado muito bem, e estamos muito mais calmos em casa…kkkk

  5. Luciane Zetola
    27 de outubro de 2015 at 13:37 — Responder

    Obrigada por compartilhar sua experiência e dicas. Me identifiquei com seu post. Beijos

  6. San
    27 de outubro de 2015 at 23:23 — Responder

    Vc descreveu o meu filho de 3 anos. É uma tarefa árdua e longa a educação desses seres tão amáveis e ao mesmo tempo “tiranos” …

  7. aline
    28 de outubro de 2015 at 17:14 — Responder

    Olá,
    O mais legal desse post, é como você consegue enxergar os defeitos dela, pois para as maiorias das mães, filho nem um tem defeito, e quando eu me pego pensando no “jeito” difícil do meu filho me sentia um pouco culpada até!!!
    Bom saber que não estou sozinha nessa!!

  8. rejane
    1 de novembro de 2015 at 15:24 — Responder

    É a minha filha de 8 anos em pessoa, kkk.

  9. Meire Sonzine
    3 de novembro de 2015 at 13:50 — Responder

    Obgda por comparti

  10. Nina Oliveira
    3 de novembro de 2015 at 14:06 — Responder

    Parece que vc descreveu minha filha. E só tem 1 ano e 10 meses. Tem horas que me sinto perdida.

  11. Dineise
    3 de novembro de 2015 at 14:34 — Responder

    Realmente me identifiquei muito,minha filha de 1 ano e 9 meses é exatamente igual,preciso muito aprender a me posicionar em relação a ela senão ela vai me dominar

  12. Cintia
    3 de novembro de 2015 at 14:45 — Responder

    é a descrição perfeita do meu príncipe de 3 anos e meio. Mas como agir, para que eles nos respeitem e aceitem o que a gente diz sem fazer questionamentos, birras, e por fim dizendo: mas eu quero ???????????

  13. Fernanda Machado
    3 de novembro de 2015 at 14:51 — Responder

    Muito obrigada mesmo por compartilhar, minha pequena tem 2 anos e desde que nasceu vejo nela esse temperamento forte que você descreveu, já me sinto culpada pois a creche fala que ela é mimada e estressada demais.

  14. Vanessa
    3 de novembro de 2015 at 15:05 — Responder

    Camila, ler o seu texto me deixou aliviada como mãe, pois minha filha de 4 anos é exatamente assim como a sua e isso sempre me fez pensar que o problema estava em mim…escuto quase que diariamente da minha mãe que minha filha é do jeito que é porque não tenho pulso com ela e que mais cedo ou mais tarde vou acabar perdendo o controle que segundo minha mãe já não possuo sobre ela.
    Já tentei de tudo, do castigo a palmada e nada resolveu, espero que com as suas dicas fique mais fácil, obrigada por compartilhar!!

  15. Elaine
    3 de novembro de 2015 at 15:11 — Responder

    Puxa foi como ler a descrição da minha Sophia que tem 1 e 4 meses e já estou em desespero por não saber como vou educar ela tendo temperamento tão forte.

  16. Paula Gabriela
    3 de novembro de 2015 at 15:36 — Responder

    A impressão que tive era que você estava falando exatamente da minha filha, comecei a chorar, pois não sei como agir nesses momentos e ainda tenho uma dificuldade a mais, minha filha fica com as avós no período da manhã e quando chamo a atenção ela simplesmente me ignora, isso porque ela so tem 1 ano e 3 meses. Preciso colocar essas ideias em pratica.

  17. Joselia
    3 de novembro de 2015 at 16:13 — Responder

    Adorei….
    Meu filho de 1 ano e 4 meses esta começando a ficar assim.
    Este post vai me ajudar muito!
    Obrigada…

  18. Adriana Gonçalves Cerceau
    3 de novembro de 2015 at 17:06 — Responder

    Me identifiquei muitíssimo com a história da Camila Perlingeiro…. A minha filha tem 7 anos e as vezes sinto que estou perdendo o equilíbrio das coisas, me sinto de pés e mãos atados… Estou anciosa por mais ajudas…

  19. tassia
    3 de novembro de 2015 at 17:45 — Responder

    exatamente meu filho de 3 anos e 5 meses,muito bom recebe ajuda pois sao crianças muitos dificies de lidar.

  20. Erika Moreira
    3 de novembro de 2015 at 18:10 — Responder

    Nossa, descreveu meu filho, valeu pelas dicas

  21. Alê Ruy
    3 de novembro de 2015 at 18:20 — Responder

    Nossa, muito válido, obrigada de coração Camila! Eu tenho uma mocinha de 4 anos assim!

  22. vanessa beatriz
    3 de novembro de 2015 at 18:30 — Responder

    Gente minha Valentina e exatamente assim,ela tem 2 anos e tem dias que enlouquecemos aqui em casa,com ela nao tem acordo,tem dias que choro e me pergunto aonde e que estou errando entao concerteza as dicas vao cair muito bem. obrigadoo

  23. Patricia
    3 de novembro de 2015 at 19:00 — Responder

    Olá Camila,
    Sei que muitos recomendam livros mas, na prática, utilizamos pouco deles. Mas recomendo muito o “JÁ TENTEI DE TUDO” de Isabelle Filliozat. Livro curtinho, que vai mudar o seu modo de analisar as atitudes dela! Me ajudou muito a entender os “chiliques”!
    Boa sorte!

  24. renata carolina kreischer da costa
    3 de novembro de 2015 at 19:01 — Responder

    Estou passando pelos terrible twos…

  25. 3 de novembro de 2015 at 19:55 — Responder

    Nossa me identificando muito com a criação da minha filha, é temperamental demais. Seu texto é ótimo e vai me ajudar bastante.

  26. luciany
    3 de novembro de 2015 at 23:01 — Responder

    olá, boa noite!
    nossa você descreveu minha filha de um ano e seis meses…hauahuahauah
    já pensei em deixa-la chorando, e não ceder, mas o choro dela é tão estridente que fico até com medo dos vizinhos pensarem que estou maltratando ela, huahauhuhua, ..mas ta dificil.

  27. Lilian
    4 de novembro de 2015 at 0:25 — Responder

    Tenho um menino temperamental, bem como você descreveu. Tem 3 anos e m além de temperamental é metódico, tudo tem que ser do jeito dele. Minha pediatra sugeriu ioga. Está sendo bom!

  28. Karen
    4 de novembro de 2015 at 8:17 — Responder

    Minha filha tem 2 anos e é exatamente assim.Fui na psicóloga no início do ano porque estava preocupada com os ataques de fúria dela, meu filho maior nunca havia feito nada larecido, estava realmente preocupada com aquele comportamento. Concluy: nada de anormal, apenas necessidade de limites e não ter plateia para os shows de fúria.

  29. jozilma
    4 de novembro de 2015 at 13:16 — Responder

    Excelente. Vc descreveu extamente igual. Obrigada

  30. Ellen
    4 de novembro de 2015 at 19:22 — Responder

    Bom saber que não estava sozinha!!! Minha lindeza só tem 1 ano e 6 meses mas no seu texto é como se à descrevesse. Amei as dicas, vou usá las com certeza. Muito obrigada ppr compartinhar, que Deus abençoe você e a Vick.

  31. nathalia
    4 de novembro de 2015 at 22:22 — Responder

    ola ,querida to passando por momentos dificeis com minha filha ela tem 1 ano e 6 meses e é muita genista,quero mas conselhos seus por favor me responda por email urgente ja nao sei mas o que fazer . e li seu texto muito bom vou ver se consigo fazer isso com minha sofia

  32. Jessica
    6 de novembro de 2015 at 22:16 — Responder

    Camila, acabei de ler um texto que fala exatamente quem é e como é a minha filha, e sobre o que eu passo sem ter escrito uma só palavra. Minha filha Giulia fez 5 anos em agosto, é linda, carinhosa quando quer, muito educada e inteligente, mas se já não bastasse tudo isso que citou no seu texto, ela ainda tem um grau de hiperatividade decorrente de um problema de pele. Sabe aquela leonina que diz em todos os posts sobre signos, é a minha filha e ela só tem 5 anos. Hoje o meu maior problema é o excesso de sinceridade e grosseiria que ela anda soltando. Não chega a ser mal educada, mas é curta e grossa ( fico meio assim, pois gostaria q ela fosse simpática sempre, uma vez que ela é muito “dada” ), além dos probleminhas no colégio no qual sou chamada pra conversar pelo menos 2 vezes ao ano, pelo fato dela querer ser sempre a primeira da fila, estar na frente e no centro das apresentações, enfim o entendimento dela, obediência e respeito às regras, só veio com a persistência em não ceder e muita conversa, mesmo ela ficando emburrada depois, mas a boa notícia é que o resultado aparece sim e para o azar dela ou talvez o meu, eu era exatamente como ela, então meio que sei lidar e entender mais o jeitinho dela, e um não meu jamaaais vira um sim. Se precisa de um dica é que siga com pulso firme e estimule as qualidades que são muito importantes também. Bjoss

    Leia mais:

  33. Isabel
    14 de novembro de 2015 at 22:47 — Responder

    Em alguns pontos parecia minha filha de 8 anos, em outros (vaidade, autoestima e simpatia) não. Mas me identifiquei muito com sua estratégia de guerra, rsrsrs. Também preciso tomar uma atitude e mudar. Amo ser mãe, mas está difícil conciliar 3 filhos em fases totalmente diferentes (14, 8 e 8 meses), trabalho, euzinha e muitos problemas. Vou imprimir e ler seu post todos os dias antes de dormir. Rsrs

  34. Danielle
    18 de novembro de 2015 at 20:05 — Responder

    Luisa é assim como vc disse, só difere porque, apesar de ser exibida no palco e com a família, com meus amigos e vizinhos é muito tímida, chego a ficar com vergonha porque é muito difícil fazer dar bom dia, beijo…
    Eu prefiro que ela seja assim, pro futuro dela acho melhor, seja forte, independente. Tô aprendendo a domar, até porque minha mãe me domou rs

  35. Renata
    1 de fevereiro de 2016 at 9:43 — Responder

    Fiquei gratamente surpresa ao ler o post. É muito difícil para uma mãe reconhecer as facetas não tão fitinhas e agradáveis dos filhos, quem dirá publica-las na rede social! Parabéns pela coragem e texto de utilidade pública!

  36. Sigrid
    7 de março de 2016 at 22:53 — Responder

    Amei teu post! Sincero, ral, parabéns mesmo, tu escreve muitíssimo bem! Tenho uma ariana em casa, vai completar 3 anos agora. Vou usar muitas dicas tuas. Bjos e obrigada!

  37. Luh Cunha
    8 de março de 2016 at 0:59 — Responder

    Meu Deus….. Fui eu que escrevi isso? Impressionante!!! Bom saber que não acontece só comigo!!!!

  38. patricia
    8 de novembro de 2016 at 10:56 — Responder

    gente incrivel como nos mães passamos pelas mesmas dificuldades não e facil e estou nessa fase de querer desistir achar que não tem mais geito. o texto vai me ajudar vamos la tentar vai que cola!

  39. Monalizza
    10 de novembro de 2016 at 11:31 — Responder

    Obrigada pela ajuda, acho que vc anda espiando minha casa e falando de mim e da minha filha!
    Vou acompanhar suas dicas.

  40. Patricia
    11 de novembro de 2016 at 18:40 — Responder

    Minha pequena é exatamente assim. Está com dois anos e dois meses, mas já percebi desde que nasceu que tinha personalidade forte. Me identifiquei totalmente com o seu texto, obrigada de coração!

  41. Charlene
    30 de março de 2017 at 20:09 — Responder

    Excelente texto. Parabéns e força na trajetória materna 😍. Minha pequena tem 2 anos e a dica sobre explicar tudo mas tudo mesmo, faz muito sentido pra mim vou usar com ela. O que me aflige é que a sociedade cobra um mesmo comportamentos da maioria das outras crianças, que são tranquilas do tipo onde você coloca fica … e a minha não é assim … sociedade, favor se acostumar ok 😑😑

    Obrigada pelo post 😄

  42. Ana
    18 de abril de 2017 at 16:35 — Responder

    Gente.. é meu filho descrito

    Sou muito grata por este post e vou coloca-lo em prática imediatamente.. preciso de ajuda

  43. Fátima
    20 de junho de 2017 at 0:32 — Responder

    Sinto informar:
    VAI PIORAR!!!
    Quando chegar uns 10, 11 anos e adolescência…

  44. Patrícia
    1 de setembro de 2017 at 2:30 — Responder

    Me vi completamente identificada neste texto tanto quanto à minha filha quanto à minha própria experiência e atuação. E me senti encontrada, gratidão por este post que de certa forma aliviou minha alma que se sentia: será que é só comigo?! As outras mães parecem tão sintonizadas com seus anjos… E eu neste conflito constante de temperamento…

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