Viajar de avião com crianças (e sozinha)

Viajar de avião com bebês é certeza de carregar uma tranqueira sem fim e ostentar um estado de espírito zen. Demanda aquele jogo de cintura que as mães descobrem rapidamente que é necessário para toda uma vida com filhos.

Mas o tempo vai passando, e assim como as cólicas, noites mal dormidas e jamais sair de casa sem uma mala tamanho jumbo, seu bebê vira uma criança e as demandas em uma viagem de avião também mudam. Diminui o medo de dor de ouvido e aumenta a tensão pelo ataque que seu pequeno “pré-pré-pré-adolescente” pode dar se for contrariado.

Eu viajo sozinha com a Victoria com certa frequência. Eu adoro viajar e na condição de mãe solteira, frequentemente somos nós duas e o mundo pra gente explorar. E enquanto eu me preparo para nosso próximo destino (na próxima semana vamos do Rio para São Paulo passar o final de semana e de lá partimos para alguns dias de felicidade no Rio Quente Resorts, Goiás), vou fazendo um checklist mental dos preparativos que agora divido com vocês:

Antes da viagem

Ainda em casa eu tento inclui-la nos preparativos. Mostro fotos do lugar, conversamos sobre os modelitos que iremos usar, experimento roupas para ver se ainda cabem, se precisamos comprar um novo chinelo ou biquíni, vamos juntas ao shopping #mãedemenina. Uma das coisas que adoramos fazer juntas, são listas. Do que devemos levar, da nossa nécessaire, dos brinquedos que ela quer ter perto. Fazer a mala vira um evento. Outra coisa legal é comprar um livro infantil sobre a cidade a ser visitada e contar histórias, etc. Tudo isso ajuda a gente a entrar no clima.

No avião

Detesto viajar com tranqueira. Agora que ela tem 4 anos, penso mil vezes se levo ou não o carrinho (depende do destino: se for resort ou final de semana na praia, não levo mais. Se for Disney ou qualquer destino no exterior, levo) e tento manter a lista de bagagem de mão no mínimo necessário. Por aqui funciona assim:

  • Cada uma com suas coisas. Faço uma mochila para ela com seus brinquedos. Isso a ensina a ter responsabilidade e a não encher muito a própria mochila para que não fique pesada. Eu levo uma bolsa bem leve, mas grande, para que caiba minhas coisas e mais o restante das coisas dela. Dica: não use bolsa de couro (mais pesadas) e dê preferência para bolsa de canvas ou nylon. Recentemente comprei uma mochila bonita, ótima para viajar e assim fico com as mãos livres. Nas viagens internacionais levo uma malinha carry on, uma bolsa a tiracolo e a criança no carrinho.
  • Muda de roupa completa: duas calcinhas, legging, camiseta e casaco. Apesar de desfraldada, de vez em quando uma calcinha fica mais molhadinha e aí troco para não assar. Dica: viajamos de legging porque nem sempre o banheiro do avião é super limpo e evita arrastar a calça em um chão cheio de xixi. Se o voo for internacional, coloco duas mudas de roupas.
  • Lenço umedecido: limpa tudo. Bumbum de cocô, mão melada, boca suja, a bandeja do avião.
  • Copo de água: De vez em quando a sede não espera a comissária de bordo passar, então sempre tenho um copo ou garrafa com água na hora de embarcar.
  • Lanchinho: um pote com um lanchinho melhor do que o do avião. Ela não gosta o sanduíche dos voos nacionais (quem gosta?) então sempre levo uma fruta e um potinho com um sanduíche caseiro. Já nos voos internacionais reforço o lanche, levo uma mamadeira para a madrugada e ela normalmente come pelo menos parte do jantar/café da manhã oferecido.
  • Chupetas: ela chupa, não tirei ainda, levo várias porque elas vão caindo pelo caminho.
  • Tablet: ela herdou um IPad antigo meu, que tem capa apropriada contra quedas e um fone de ouvidos infantil com controle de volume. Não existe nada mais chato para quem está em volta, ouvir desenho animado e barulho de joguinhos de criança.
  • Arte: caderno de atividades, estojo pequeno e massinha. Deixo levar apenas um pequeno estojo com no máximo 12 cores (estamos na fase da canetinha hidrocor lavável) porque a bagunça fica controlada. O mesmo para a massinha. Levo uns três potes pequenos de cores diferentes e brincamos de formas, letras e números e até jogo da velha.
  • Boneca: Tem sempre uma boneca. Deixo ela sempre levar a boneca que ela preferir, desde que ela caiba na minha bolsa.
  • Livro: Tem sempre um livro. Sempre. Mas um só, senão ela quer levar uma pilha.

Não te convenci? No post Viajando de avião com as crianças eu dou muitas dicas de entretenimento a bordo.

O que não tem vez na minha bagagem de mão?

  • Brinquedos com muitas peças (cartas, dominós, quebra-cabeças, etc.). A chance das peças se espalharem é imensa e aja paciência para ficar catando a todo momento.
  • Brinquedos grandes. Eles dizem que carregam, mas dois minutos depois você tá carregando a tranqueira toda.
  • Quando ela era bebê eu carregava muitas roupas, mais comida, muitas mamadeiras etc. O lado bom dela ser criança (e não um bebê) é a gente tem mais jogo de cintura nos imprevistos.

No post Empacotando as crianças eu dou muitas dicas do que levar e não levar em uma viagem com as crianças.

Dica final. Documentos: Caso seu filho não tenha RG, leve sempre o passaporte, mesmo nas viagens nacionais. Mas como nosso passaporte não filiação, precisa levar ainda a certidão de nascimento para comprovar, sobretudo nos hotéis. Em viagens internacionais você precisa ainda de uma autorização do pai, para poder tirar a criança do país.

 

Imagem destacada: hey Paul

 

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