Coisas de mãe Duvidas e devaneios

Dizer não para o seu filho: um ato de amor.

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Publicado em: 23 de outubro de 2013

Sempre gosto de reler o delicioso texto da Mariana sobre a profusão de “nãos” que descarregamos em nossos filhos diariamente. Leio e fico imaginando o dia eu que direi sim para muitas coisas. Atualmente tenho ditos muitos “nãos”, mesmo que disfarçados por outras palavras, a mensagem continua clara, uma negativa para muitos dos seus desejos.

Tentei sem sucesso fingir não notar pequenos deslizes do Adam (meu filho de quase 3 anos) e torcia para quem sabe, ele entender que não tinha tal poder naquele momento? Ledo engano, no meio de um sorriso largo e feliz segue o diálogo abaixo logo após cada ato de rebeldia:
– Mãe, fala comigo!
– Falar o que Adam?
– Fala que não pode!
– A mamãe não precisa falar, você já sabe e deveria não fazer.
– Mãe, você está brava?
– Ainda não. Você quer que a mamãe fique brava?
– Sim!
Às vezes ele continua sorrindo, doutras, entende o recado, e isso depende do tom da minha voz. Sinto que ele me testa continuamente, me desafia e espera que algum dia, em algum momento minha casca se quebre, mas lá no fundo apesar de não gostar de estar nesse papel de bruxa má do oeste, sei que ele gosta dessa firmeza e pede por ela, ele pede o limite – finalmente alguma coisa que li nos livros se aplica – ele pede e espera pelo não.

Em uma palestra na escola do meu filho, falaram sobre limite e autoridade e ouvi lá que dizer não é como podar uma árvore para que ela cresça forte e saudável. Cortamos galhos verdes e viçosos, cortamos para que ela possa crescer forte e ainda aguentar novas podas. A poda é um ato de amor, a poda é o educar para viver e dar limite é dar segurança.

Escrevi esse texto mentalmente enquanto colocava ele para dormir, depois de um ataque de mau comportamento.

 

Crédito de imagem: Steve Snodgrass

3 Respostas para “Dizer não para o seu filho: um ato de amor.”

  1. Myriam

    Penso que o não deve ser dito sim mas não pode virar deboche! Rsrsrsrsrsrs
    Excessos de não fazem a criança nem levar a sério. Mas acredito que quando se encontra o equilibrio, o não é muito positivo.

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