Uma vida sem babá

Sim, eu trabalho muito e não tenho babá. E nem folguista. E nem empregada que dorme. Pronto. Quando eu digo essas três frases as pessoas me olham como se eu não fizesse parte deste planeta. Mas não é nada disso. Essa foi uma escolha feita com muito cuidado, por mim e pelo marido.

A gente nunca gostou muito da ideia de ter babá. Só de pensar em ter uma pessoa tirando a nossa privacidade em casa, o marido se arrepiava da cabeça aos pés. Eu sempre achei estranho aquela dinâmica familiar aonde você vai ao shopping com a babá. Você carregando a sua bolsa e ela o carrinho com o bebê. Ou você e seu marido almoçando e a babá lá almoçando com você, olhando o seu bebê, fazendo parte da família. Nem me fala em levar babá pra Disney. Vergonha alheia completa. Tá, tudo bem. É puro preconceito. Eu admito. Mas eu também não julgo ninguém. Cada um sabe onde seu calo aperta.

Quando eu fiquei grávida da Victoria, babá não era nem assunto de pauta. Como empresária, eu poderia ficar em casa o quanto precisasse. Por outro lado, licença-maternidade nem pensar. Depois disso, quando a barra realmente pesasse, o bebê iria para a creche em tempo integral e eu reduziria a minha carga horária para 8 horas por dia no escritório. Contratei uma empregada que começou meses antes dela nascer. E quando a Vicky chegou, a casa já tava com esquema preparado para recebê-la.

Tirando o primeiro mês que é sempre dureza, nos adaptamos rapidamente a nova rotina. Ela dormia, mamava, tomava banho e tinha fraldas trocadas. E olhava pra minha cara deitadinha no bouncer enquanto eu trabalhava. Ou brincava nos tapetes de atividades enquanto eu equilibrava um netbook no colo. E fazia um monte de gracinhas. Aos 3 meses Victoria já frequentava os lançamentos dos meus livros. E eu tinha mania de levá-la pra todo canto. Ela se comporta brilhantemente fora de casa.

No mês de maio, quando ela completou 9 meses, eu já tava pirando de ficar em casa. Tava na hora de voltar pra editora. Dei uma rodada pelas creches de Botafogo e acabei escolhendo a mesma que as minhas sobrinhas ficaram por tantos anos. E aí começou a maluquice.

Victoria teve uma adaptação difícil. Ela tem caso crônico de mãezite aguda. Durante meses era escândalo todo dia na porta da creche. Além disso, era uma virose atrás da outra. Aí ficava todo mundo em casa. Lá pro final de outubro e depois de um bom tratamento com homeopatia, a vida engrenou. Era um paraíso: eu deixava a pequena na creche de manhã, trabalhava, pegava na creche no final do dia. Ia pra casa, ela lanchava, se esbaldava de brincar, tomava banho, ritual para dormir e 20h30min ela tava chapada. Meia-noite ela tomava mamadeira e só acordava depois das 8h30min da manhã. Veio Natal, recesso, fizemos uma viagem até Orlando. Voltamos. Ela voltou pra creche. E começou tudo de novo: virose, otite e acabamos de sair de uma pneumonia no início de abril.

Aos 20 meses, confesso que eu tô meio quebrada. A cada virose ela passa a dormir comigo. E com a rotina destrambelhada, ela passa a não querer mais dormir. Já mencionei que eu sou mãe-avó? Aos quase 40 anos uma semana mal-dormida é mais uma semana para recuperar. E nessas horas que a vida bagunça geral eu sinto falta de ter uma ajuda extra. Minha mãe e irmã que detestam essa função de babá fizeram a minha cabeça, láááá na época da barriga, prometendo ficar sempre com o bebê, todos aboletados na minha casa, iam levar pra casa para passar o final de semana. E eu caí no conto da carochinha. Mas a minha irmã tem as próprias filhas pra cuidar e zero vontade de aguentar bebê chorando de madrugada. Ela já aguentou as dela, né? Minha mãe, que cuidou brilhantemente das minhas sobrinhas, vive um esquema de vida completamente diferente (e já fazem quase 10 anos, né?). Então a cavalaria debandou e tirando umas horinhas pra eu fazer uma massagem na sexta-feira e um imprevisto qualquer que eu tenha, eu só conto com o marido e ele comigo. E isso tem muitas desvantagens.

A primeira delas é que o marido tá traumatizado e não quer nem pensar em outro bebê. Ruim pra mim que não quero nem pensar em parar na Vicky. E o casamento sofre, gente. Como a gente tá sempre substituindo um ao outro, falta tempo pra viver a vida a dois. E aí precisa de um casamento muito sólido pra entender o que está se passando e compreender que é uma fase. E ao mesmo tempo achar um tempo a dois de qualquer maneira. E por fim, você. Essa Mulher-Maravilha com a roupa puída que tá exausta, que ainda não teve tempo de voltar pra ginástica, pro Pilates e pra acupuntura. E não vê mais as amigas. E nem vai mais aos lançamentos de livros e exposições. Ou frequenta bares. Ou degustação de vinhos. Ou qualquer outro evento inapropriado para menores.

Hoje, abril de 2012 e minha lindinha com 20 meses, eu tô achando minha vida um bocado sem-graça. E me sentindo meio prisioneira desse estilo de vida que eu mesma escolhi viver. Afinal, o meu mundo é mesmo maior do que a maternidade e eu sempre vivi uma vida rica, plena, um pouco workaholic, cheia de interesses, programas, amigos e viagens. E como o dia só tem 24 horas, tudo o que não é essencial, dança. E eu tô, no momento, repensando a minha dinâmica familiar e fazendo a minha própria cabeça para, quem sabe, achar uma ajuda extra, alguns dias na semana. Depois eu conto se consegui vencer o meu preconceito.

 

 

Imagem: deste site!

 

Postagem anterior
Sopa delícia de lentilha
Próxima postagem
5 critérios necessários para escolher a escola do seu filho

30 Comentários

  1. Keyth Dias
    5 de setembro de 2012 at 18:11 — Responder

    Estou passando pela mesma situação, minha Ana está com 23 meses e tomamos a mesma decisão de não ter babá, e sai do meu trabalho,concordo com você que o casamento sofre, estamos amadurecendo muito com cada fase,gostei muito de encontrar alguém que me entende, que sabe pelo o que estamos passando, parece que você desabafou tudo aquilo que precissávamos desabafar, muito obrigada!

  2. Carol
    12 de setembro de 2012 at 0:30 — Responder

    Ta precisando de ajuda ne? E pq vc nao aceita a ajuda? Ter baba nao e ser menos mae, nao implica em levar pro shopping nem para a disney. Ter baba e ter alguem para lavar a roupa, fazer a comida, ficar com a baby em casa para vc sair… Eu tenho baba nesse esquema e da certo!

    • Camila
      12 de setembro de 2012 at 2:51 — Responder

      Oi Carol, eu tenho um monte de ajuda (nem só de babá vivem as mães). Minha mãe, irmã, empregada e pai estão sempre a postos para me dar uma mãozinha. Todo mundo mora perto, trabalha junto, então basta dar um telefonema. Eu aceito as ajudas com muito prazer. Também não concordo com quem diz que as mães que possuem babás são menos mães, pelo contrário, eu digo que cada um sabe aonde aperta o calo, concorda? Embora eu ache que exista uma certa histeria coletiva e mães que não conseguem passar um dia sem uma babá que só falta cair um braço. Mas isso é papo pra outro post. E gente pra cuidar da casa, comida e roupa eu também tenho durante o dia e nossa vidinha durante a semana funciona [quase que] maravilhosamente bem. Acho que ter babá tem seus pros e contras. E aqui na minha casa os contras ainda superam os pros. Estou contemplando ter uma pessoa para me ajudar no final de semana. Marido e eu trabalhamos muitas horas durante a semana e que avançam final de semana adentro. Então faz falta ter uma pessoa pegando no pesado enquanto a gente dá uma descansada ou precisa pegar mais firme no trabalho. Mas também gostamos de ficar com ela, de fazer quase tudo com ela. O que mais faz falta é viver aquela vidinha de gente adulta, que frequenta bares, cinema na sessão da meia-noite, festas e badalações. Uma vida que não combina com uma menininha. E apesar da super disponibilidade da família, detesto abusar deles durante as nights do final de semana, então é só de vez em quando. Acho que cansativo é sempre, Carol, porque viver jornadas múltiplas (como empresária, mãe, mulher, ser humano pensante) cansa mesmo e nem uma babá consegue dar descanso pro pior dos males da vida da mulher moderna que é querer abraçar o mundo com os braços de polvo que a gente desenvolve depois da maternidade. O resto? Quem vai dar banho, trocar a fralda, dar comida, limpar o cadeirão? Tudo isso é fichinha. Mas é o que eu digo. Cada família tem uma dinâmica diferente. Por aqui estamos felizes. Fique bem.

      • Tais
        31 de Maio de 2016 at 16:20 — Responder

        Você tá bem. O meu casamento acabou. Quase 3 anos sem ninguém pra ajudar, sem tempo do casal, sem sair pra trabalhar, estudar, sem cinema, sem academia, sem massagem, motel, nada. Nem mãos dadas na rua porque um dos dois tem que empurrar o carrinho.

        • Camila
          31 de Maio de 2016 at 17:31 — Responder

          Taís! Olha esse post tem muitos anos, foi bem no comecinho do site. Minha vida mudou toda. Me separei quando Victoria tinha 2 anos. Coloquei uma babá nos finais de semana (ela sempre ficou integral na escola comigo levando e buscando) e depois que ela fez 4 anos não tive mais babá pois ela passou a ficar com o pai nos finais de semana, na casa dele. Enfim… hoje em dia ela tem 5 anos, a vida é super corrida e somos só nós duas. Mas tenho o tempo livre que ela tá com o pai. De verdade, naquela época – 2012 – essa foi a minha experiência e hoje, acho que eu teria feito mil coisas diferentes da que eu fiz. Inclusive ter investido em uma babá e assim poderia ter prestado mais atenção em mim, no meu relacionamento, em muitas coisas que estavam acontecendo e eu não conseguia ver por que estava sempre tão assoberbada e cansada. Uma babá ajuda a pegar no pesado, mas ela não resolve tantos outros problemas e desencontros. Conversa bastante com seu marido, não admita a derrota não. Essa fase mais pesada já está no final e daqui a pouco o bebê já está maior, mais independente e vocês respirando mais fundo. Mas também tenha em mente que algumas mudanças são pra sempre. Isso, pra mim, foi o mais difícil de admitir. Que eu jamais seria a mesma pessoa, que nosso relacionamento jamais seria o mesmo, que pra sempre tudo estava diferente. Nem sempre é ruim. Mas criar filhos sozinhos, sem ajuda, é tão complicado! Um beijo e força Tais.

  3. Thaís
    3 de outubro de 2012 at 18:06 — Responder

    Simplesmente a minha história com algumas vírgulas a mais e uns pontos a menos! Eu também tenho preconceito com babá, ou melhor, sou contra mesmo! Mas como vc disse, cada um sabe aonde seu calo aperta! E vc sempre será a melhor mãe desde que faça tudo com uma boa dosagem de amor e cuidado!

  4. Rosa Paula
    10 de outubro de 2012 at 17:27 — Responder

    Adorei esse texto! Tive babá pra um filho, não tive pra outro…cansei de ter gente na minha casa todo dia, tenho só diarista alguns dias. As pessoas acham que sou maluca, mas sou mais feliz assim! As crianças já estão maiores e já passei por algumas fases que você contou, mas quando estava nelas, só pensava:” isso vai passar! Eu tenho a vida inteira pela frente com meus filhos. Isso é uma parte bem pequenina de tudo que vamos viver juntos.” Ajudava a me acalmar. Um dia, passou…e eu pude voltar a ser um ser pensante, que lê, que se arruma pro marido, que vê filme francês, que sai com as amigas, etc, etc 🙂
    Rosa
    http://www.passaportebaby.com

  5. Juliana
    18 de outubro de 2012 at 16:17 — Responder

    Pois eh, essa eh a minha vida, pois moro nos EUA e aqui eh muito diferente mesmo, nao eh?! Mas eu precisei, como mulher, mae, esposa, amante, dona de casa, profissional e estudante, colocar meu pequeno com 6 meses na creche. E ainda coloquei tarde, pq a maioria aqui vai com 12 semanas… Sou mais feliz tendo esse tempo pra cumprir meus compromissos do dia a dia e sou mais feliz qdo o pego na creche! Tenho muito mais energia e vontade de brincar, de me jogar no chao, de aproveitar as horinhas nossas juntos. Sexta-feira eh nosso dia, so eu e ele, dia inteiro juntos! Se pudesse teria baba, para evitar as ites da creche, mas nao eh minha realidade. Sou melhor pessoa assim, nesse esquema. Meu casamento ficou melhor pq ja nao vivo esgotada como antes… Mas cada um tem seu esquema e sabe o que funciona melhor.

  6. ju
    24 de outubro de 2012 at 15:50 — Responder

    nao gostei do texto !!
    tenho um bebe de 16 meses, sem baba, sem ajuda, opcao minha e to muito bem e feliz!
    eu sempre soube que seria dificil mas acho que vale a pena !
    tomara que nenhuma recem mamae ou com pensamento em ter filho leia esse texto pq podem desanimar com tamanha frustação.
    acho que vc precisa de ajuda mesmo !
    acho tb que nem toda mulher nasceu pra ser mae.

    • Camila
      25 de outubro de 2012 at 9:44 — Responder

      Oi Ju
      Acho que nessa vida a gente não consegue agradar a todo mundo. E tudo bem. Fico feliz que você consiga enxergar a maternidade com lentes cor de rosa 100% do tempo. Eu não sou assim. Eu enxergo limitações, obstáculos a serem superados e sim, frustrações. Mas também momentos infinitos de felicidade, amor eterno e companheirismo. A Victoria não foi um acidente de percurso. Foi esperada, desejada e é muito amada. E estou na rota de encomendar uma segunda carinha linda e eu espero que encomenda chegue mais depressa que a primeira.
      Eu acho que precisar ou não de ajuda extra depende de como se vive a vida. E ter essa visão curta de que eu sou/estou uma pessoa frustrada com a maternidade é justamente aquilo que o Mundo Ovo tenta combater: intolerância. Dizer para uma mãe que ela não nasceu pra ser mãe é uma das coisas mais deselegantes que você pode dizer pra qualquer pessoa. E são palavras preconceituosas como essa que o mundo da maternidade não precisa mais. Mãe já carrega culpa o suficiente no lombo para ter que aguentar ofensas só porque olhamos a maternidade por outras lentes.
      Esse, não por acaso, é um dos textos mais lidos desde que o Mundo Ovo nasceu. Foram palavras solidárias, foram ideias mirabolantes, emails, mensagens no meu facebook, foram pais e mães se identificando e contando a propria história. Você não precisa se identificar com o texto e nem precisa gostar dele. Mas não deveria ser deselegante, jamais.
      Fique bem.

      • Juliana
        31 de outubro de 2012 at 21:42 — Responder

        Aiiii, que eu fico danada com essas mamaes que acham que sao melhores que nos, que julgam e que dizem que a vida delas linda e sem problemas… Mas danada ainda fico qdo elas “deixam cair” essa ideia de que nao nascemos pra isso pq cansamos e reclamamos. Afffffff!

        • Felipe
          12 de Fevereiro de 2014 at 4:56 — Responder

          É muito facil que mulheres.nao nasceram pra ser mãe só pq tem coragem pra dizerem que precisam de ajuda. É facil n precisar de.ninguem sendo uma “do lar” o dua inteiro em casa sem trabalho sem estudo sem vida sem pretensão nenhuma… e se o casamento acaba? Vc perdeu sua vida.se.dedicando apenas a.um aspcto e esquecendo se ser humano
          Ser mãe e ser pai nao é nada fácil nao é cor de.rosa porém é a coisa.mais deliciosa do mundo nao vale a pena desperdiçar momentos por orgulho de nao aceitar ajufa…

          • Camila
            12 de Fevereiro de 2014 at 12:08

            Felipe acho que independente da mulher trabalhar ou não, ter estudo ou não, ter ajuda ou não, a maternidade jamais deveria ser o único foco de interesse de uma mulher. E nem marido. E nem trabalho. Acho que a vida é um conjunto imenso de coisas, o mundo é riquíssimo e temos todas que curtir cada segundo deles, tentar levar a vida com a maior leveza possível. Mesmo com ajuda. Mesmo sozinha. Porque, no fundo, o que te preenche é o conjunto e não uma coisa só. Beijo

    • Lu
      24 de Abril de 2018 at 14:39 — Responder

      Não ficou claro se você trabalha. A loucura está em ter que fazer tudo, trabalhar e saber que você não pode falhar, porque uma grande responsabilidade pelo sustento da casa está sob seus ombros (mais da metade ou 100%). Acredito que sem esse peso, é mais tranquilo o papel de mãe.

      • Camila
        24 de Abril de 2018 at 15:29 — Responder

        Oi Lu, tudo bem? Esse post é bem antigo, como vc pode ver. Minha filha, hoje, tem 7 anos e meio. Naquela época o pai da Victoria trabalhava integral e eu também não só trabalho, como sou dona do meu negócio e isso não é mais fácil do que ter um emprego, por exemplo. Logo depois da publicação desse post – menos de um ano -, eu me separei. Ou seja: passei a contar com menos uma pessoa dentro de casa, menos um salário pra sustentar a casa. Nessa época, como ela ainda não dormia no pai, passei a ter uma pessoa me ajudando no final de semana, por que tava tudo pesado. Não só o trabalho braçal, mas o meu emocional (e o dela). Mas foi algo que durou 1 ano e depois voltamos a ser nós duas. Mas lembrando que ela ficou na creche integral. Eu levava e pegava no meu caminho do escritório. E assim estamos até hoje. Nossa realidade atual é que ela fica no pai finais de semana alternados, ela vai de van pra escola que hoje é meio período e a mesma funcionária que trabalhou comigo desde a minha gravidez, continua lá em casa (sem dormir) e me ajuda com ela por duas horas durante a manhã até ela ir pra escola. Ou seja: aqui em casa não tive nem licença maternidade, Lu. É uma questão de escolha mesmo. (e minha rede de apoio é extremamente limitada).

  7. Renata
    27 de outubro de 2012 at 0:45 — Responder

    Adoreiiiiiiiiiii o texto, pensei que estava lendo sobre minha vida rssss….. Opssss…não e da Camila rsss..

  8. Karoline
    15 de novembro de 2012 at 0:59 — Responder

    Camila,
    te entendo perfeitamente, mas aprendi a lição no segundo filho. E sinceramente acho que se tivesse tido uma logo no meu mais velho de 6 anos hoje, teria sim tido mais tempo pro marido, menos cansada pra tudo, um tempo com as amigas, etc… No segundo filho mudei de idéia, e agora que ele fez dois aninhos já pude dispensá-la, e tive muito mais tempo pra ser eu, e assim fui mais feliz mesmo com trabalho triplicado – triplo sim, pois com dois o trabalho triplica!!! Mas isso já é pra um outro post…rsrsr…bj,K

  9. sheila
    11 de Janeiro de 2013 at 19:35 — Responder

    Olá! Super me identifiquei com sua história. Tenho 38 anos, 1 filho “aborrescente” e 1 menina de 10 meses.
    Tenho uma empregada mensalista q está conosco há 15 anos (não dorme no emprego e folga todos os fins de semana, o q pra mim é o ÓBVIO E JUSTO, mas q p muita gente que ainda vive em 1800, é “folga demais”.
    Eu trabalho como médica, em esquema de plantão, 1-2x por semana apenas. O resto do tempo estou em casa. O marido dorme com ela p que eu possa dormir em paz e segura a maior onda nos fins de semana.
    Então, pensei: não seria um exagero eu ter mais uma babá além da empregada,já q a maior parte do tempo estou em casa? Ao contrário do que muitos pensam, sim, eu tenho $ p ter uma babá. Até duas. Mas… pra que? Será que a minha vida é tão malditamente trabalhosa que eu preciso pagar empregados pra fazer tudo pra mim?
    Fiquei no dilema, pq ao mesmo tempo q acho O HORROR ver esses casais que vc mencionou, passeando no shopping com a babá a tiracolo – acho isso o fim da picada, será q até p ir ao shopping, com todas as facilidades q se tem (carrinho, fraldário, ambiente seguro etc) precisa de uma mucama ao lado??? Por outro lado, ando cansada e com saudades de ter tempo p mim mesma…. como fazer?

    Acho q eu mesma já encontrei a resposta: estou esperando Diana dar os primeiros passos e irei matriculá-la numa escolinha. Meio período. Assim eu descanso, faço um esporte (não preciso dizer q engordei horrores), estudo p concurso… sem ficar a casa cheia de serviçais, isso é muito terceiro mundo de mentalidade escravocrata p mim…

    Enfim, parabéns pelo texto que não julga nem discrimina mães. Estou CANSADA de, em todo blog/grupo/site q entro sobre Maternidade, ver mães se achando melhores que as outras e as julgando de maneira tão medíocre e machista, como essa Ju.

    Parabéns! Espero q me responda e estarei sempre aqui 🙂

  10. Alanna Gandra
    26 de agosto de 2013 at 23:50 — Responder

    Adorei seu texto, e apesar de ser completamente a favor das babás me identifiquei com a sua história.O meu concelho é de que é bem melhor ter uma babá e se sentir confortável, feliz e descansada ao cuidar da sua bebê que não ter mais tempo nem pra você. Te garanto que ao se sentir melhor sua filha e seu marido estarão mais felizes. Beijos.

  11. Rebeca Menegoli
    17 de setembro de 2013 at 16:16 — Responder

    Nossa, amei seu texto… eu saí de um emprego e engravidei, e fiquei sem trabalhar até o mat fazer 1 ano. Na verdade iria ficar semptrabalhar por mais tempo até, mas o dinheiro apertou e eu já estava cansadérrima de só me preocupar com fralda, hora de comida e rotina pra sono. Não tive babá, mas acho que teria uma beby sitter, sabe aquelas que ficam algumas horas com o bebe? justamente pra poder sair com os amigos… ou com o maridão…. mas é difícil achar uma. Não sou contra babá, e também não sou a favor de babá parte da familia… mas que ajuda ter alguém em q vc possa confiar, e não só por favor (como familia), é essencial pra sermos mais nós mesmas e menos mães. afinal tempo pra gente é essencial.

  12. Clarice
    11 de Fevereiro de 2014 at 15:59 — Responder

    Eu não tenho babá e nem empregada/faxineira. Não tenho parentes morando perto. Se tivesse condições financeiras, certamente teria uma faxineira. Minha casa é uma zona. Ando deprimida porque não dou conta. Deixo meu filho de 3 anos na escola às 7, trabalho até 5:30, pego ele e ainda tenho que fazer (muitas vezes com ele junto, o que torna isso um pesadelo) supermercado. Chego em casa exausta e ainda tenho que preparar janta, dar banho e brincar um pouco. Amo meu filho mais do que tudo, mas estou entrando em parafuso. Se alguém me disser que eu não nasci pra ser mãe eu sou capaz de acreditar, porque tem dias em que eu gostaria de fingir que sou só eu, deitadinha na minha cama, sem marido, sem filho, sem casa pra cuidar e, principalmente, sem trabalho. Só queria ser um pouco mais disposta e motivada e conseguir deixar minha casa, no mínimo, habitável…

    • Camila
      11 de Fevereiro de 2014 at 16:25 — Responder

      Clarice, olha é difícil mesmo. Desde que escrevi esse post muita coisa mudou na minha vida. Me separei e hoje tenho uma babá nos finais de semana. Nos dias de semana, sou eu que pego minha filha, deixo na escola e depois pego ela de novo no final do meu expediente e faço o terceiro turno com ela em casa.Tenho algumas coisas pra te dizer. A primeira delas é que você não seria mãe se não estivesse entrando em parafuso. Toda mãe entra em crise com a maternidade x o resto da vida em algum momento. A segunda delas é que você pode tornar a sua vida só um pouquinho mais fácil, tipo preparar a comida toda da semana num dia do final de semana. Eu já fiz muito isso. Tirava uma tarde em que a Victoria tivesse cochilando e partia pra cozinha. Fazia toda a comida (carne ou frango/arroz/arroz integral/massa/molho da massa/feijão), colocava em potes individuais pra família e congelava. Aí ia só tirando e fazendo as combinações de acordo com o meu gosto. Fazia um hortifruti no sábado e deixava frutas e verduras pra semana toda. E mesmo os legumes eu também congelava (embora gostasse mais de comer fresco, então eu fazia aos sábados e quartas-feiras). Nos dias que eu batia pino, me munia de paciência, e algumas vezes eu trocava a janta por um lanche legal (ovo mexido, sanduichinho de queijo, fruta e iogurte). Em relação a casa, o ideal não é deixar imunda e tirar 1 dia pra faxinar loucamente e ficar morta. Mas o ideal é você tirar um domingo pra fazer essa faxina grossa e depois passar as próximas duas semanas só dando um jeitinho, passando um aspirador, um pano no quarto do seu filho e um tapa no banheiro. Quem sabe você não consegue uma faxineira de 15 em 15 dias ou mesmo mensal pra fazer o grosso (lavar janela, esfregar coisas etc.)? Reveja seu orçamento, tente sacrificar alguma coisa que parece importante, mas de repente é menos importante do que a sua sanidade. E quer saber o que mais? Se dê um desconto Clarice. Se a casa ficar meio suja por duas semanas, tudo bem, desde que não comprometa a saúde de vocês, caso sejam alérgicos. Deixe de passar lençol, toalhas, roupas de baixo etc. Uma amiga minha passava pano de prato. Tipo: desapega de tudo o que te der trabalho extra. Passa um final de semana de guerrilha pra se organizar. Deixa o miúdo de cara pra TV uma tarde e parte pra luta. Não entre em depressão. Acha forças pra aprender com isso e ganhe energia extra.
      Se você conseguir se inspirar: Leia esse post aqui sobre casa organizada. http://www.mundoovo.com.br/2014/mae-desorganizada/
      E se precisar de mais ajuda, escreva de novo. Estou do seu lado. Beijo

      • Clarice
        11 de Fevereiro de 2014 at 16:44 — Responder

        Ainda não li o post mas vou fazer logo. Obrigada pela resposta, Camila. Sabe como achei teu post? Coloquei no Google “como ser mãe sem pirar”. Pois é, eu estou ASSIM desesperada… rs. Marquei uma consulta com uma psiquiatra amanhã porque eu sei que estou precisando de ajuda. É normal a gente se sentir cansada e desanimada de vez em quando, ainda mais com tanta coisa pra fazer… mas eu me sinto mal quase o tempo todo. Eu não tenho preguiça de fazer as coisas, eu simplesmente não quero. Eu sei que eu preciso, mas eu não tenho motivação. E o pior é que eu estou sem paciência. E isso afeta meu relacionamento com meu marido e também com o pobrezinho do meu filho. Tem coisas que eu faço e falo pra ele que me enchem de remorso depois. Nunca bato nele, mas às vezes eu sou ríspida demais. E eu me cobro (deves ter percebido isso) o tempo todo. Não paro nunca.
        Adorei tuas sugestões. Vou conversar com meu marido e rever nosso orçamento. Estamos mesmo parando de gastar com coisas desnecessárias e ele não vai ser contra fazermos esse investimento. E quanto a cozinhar no fim de semana, não sei como eu não tinha pensado nisso antes. É o tipo de coisa óbvia que eu já devia ter visto. Fico tão contente quando sobre um arrozinho e uma carninha pro dia seguinte, por que não fazer sobrar de propósito, né? Obrigada mesmo!
        É sempre bom perceber que eu não sou uma “louca desvairada” tentando fazer algo que não deveria estar fazendo e que outras mães também se sentem do mesmo jeito que eu.
        Te desejo tudo de muito bom! Hoje tu foste meu anjo! Obrigada!

        • Camila
          11 de Fevereiro de 2014 at 17:15 — Responder

          Obrigada pelo carinho. Volta aqui depois pra me dizer como você está indo. (E posso te falar um coisa? Comecei a terapia há quase 1 ano. Salvou a minha vida). Beijoca

          • Clarice
            18 de Fevereiro de 2014 at 9:51

            Oi Camila!
            Fui obrigada a vir aqui te contar um pouco do meu progresso. Até porque, tens muita participação nele.
            Sábado passado, depois do nosso almoço, resolvi cozinhar. Fiz MUITA comida. Meu marido e eu levamos marmita de casa (pra economizar e também pra comer bem, porque modéstia à parte eu sou uma ótima cozinheira… rs). Enfim, antes disso eu tinha comprado muitos potinhos e aí fui organizando toda aquela comida dentro deles e etiquetando com “almoço segunda”, “jantar segunda” e assim por diante. Meu freezer ficou lindo! Eu fiquei exausta, claro. Mas sabe aqueles cansaços bons que nos fazem sentir realizadas? Pois é… depois de tudo pronto e organizado eu estava realmente feliz. Tanto que me dei ao luxo de tirar o restante do dia pra mim e fui pro Shopping com meu pequeno e minha prima. Nos divertimos, comemos bem e, dessa forma, meu sábado foi realmente bem aproveitado.
            Mas o mais importante vem agora: ontem (segunda-feira) cheguei em casa sabendo que não precisaria cozinhar. Por isso, quando peguei o Lucas na escola, já disse pra ele que iríamos brincar quando chegássemos em casa. Ele ficou super animado. Brincamos por um tempão até que chegou a hora da janta. Foi MUITO MUITO MUITO bom. Passei um tempo de qualidade com o Lucas, coisa que faz bem pra nós dois. Depois da janta ele escova os dentes e dorme, ou seja, antes das 8 eu estava pronta com minhas “obrigações” de mãe. A louça da janta era pouca, porque não tinha panelas. Assim pude me dedicar a outras partes da casa que estão carentes de atenção.
            Essa parte quem me ajudou foi a Mariana, daquele link que tu me mandaste sobre organização. Fiz um calendário do mês inteiro com todas as tarefas que normalmente eu tenho que realizar (varrer a casa, lavar roupa, limpar banheiros, etc.). Como a casa está beeeem bagunçada, eu ando fazendo as tarefas marcadas praquele dia e mais alguma. Desse jeito, todo dia eu vou arrumando alguma coisa extra e organizando de forma que fique arrumado.
            Bom, deves ter percebido que meu espírito já é outro, né? Estou realmente me sentindo muito bem. E olha que o remedinho nem começou a fazer efeito ainda (rs)! Mais uma vez, obrigada pela ajuda. Foi importantíssimo perceber que eu tinha um cantinho aqui pra desabafar e pra receber conselhos de uma “mãe normal” como eu.
            Um super beijo e uma ótima semana!
            Clarice

  13. Fe
    8 de Abril de 2014 at 15:24 — Responder

    ola,
    lendo esses comentarios, vejo que as mães estão tratando do tema babá para cuidar de 1 ( um ) filho pequeno. Também trabalho muito, casada, e tento administrar todo o ” pacote” familiar com muita atenção e os cuidados que requer… Ocorre que tenho dois filhos ( 1 ano e 2 anos e 10 meses), e se eu não tivesse tido uma babá neste último ano, não estaria aqui escrevendo…(tive babá quando o segundo nasceu). Meu marido viaja bastante e é impossivel eu estar eu dois lugares ao mesmo tempo, pois não raras vezes o menor chora de noite e acorda o maior! Ademais, durante o dia preciso trabalhar, já que não sou empresária e sim funcionária pública. (fiz a opção por trabalhar para poder somar a renda familiar para proporcionar melhores condições para as criancas). Hoje, já coloquei os dois na creche em tempo integral e estou tentando um folguista para os fins de semana, porque duas criancas pequenas em casa requer 24 horas de cuidados, e se minha opção for ficar sozinha, eu, apesar de amar meus filhos mais do que tudo, estaria deixando meu casamento em décimo plano, vez que os nove primeiros planos seriam as criancas. Ah, fui para a Disney com os dois em novembro sem babá e foi ótimo, mas quando vou ao shopping, preciso levar a dita cuja para eu poder fazer coisas básicas, tipo fazer xixi e comer!!!! E muitas vezes meu marido não pode me acompanhar por compromissos profissionais. PORTANTO, não existe certo nem errado, existe NECESSIDADE. Que uma babá tira privacidade, isso é fato, não precisa de questionamentos. QUE uma babá ajuda bastante, também é fato! E uma babá não me substitui como mãe, pois quem dá banho, coloca para dormir, educa, são os pais, MAS é muito bom ter uma pessoa em casa para descer com as criancas, por exemplo, no prédio num domingo a tarde enquanto o casal descansa ou assiste a um filme no cinema… Desculpe se me alonguei, mas precisava dizer que a realidade com dois príncipes é bem diferente do que com apenas um!!! Estou a quase três anos nesta labuta cansativa (amamentei os dois exclusivo), tive babá pro segundo, e não tenho mais pois estão na creche, e acho um absurdo mensurar a capacidade de uma mãe se ela possui auxilio ou não, afinal as realidades são bem diferentes. Aliás, nem sei se é sorte uma pessoa dizer que vive 100 por cento para os filhos, pois quem assim aje, está abrindo mão de prazeres outros da vida, como o próprio marido e o lazer. Só para ilustrar, hoje, por exemplo, meus 2 estão doentes e não foram para a creche, daí tive que leva-los para minha mãe e ,com certeza, se eu estivesse com babá, teria ajudado BASTANTE… E sendo mais sincera ainda, meus filhos estão na creche bem cedo não é por opção apenas,e sim por falta de babá qualificada e de confiança, pois por mim eles so estudariam depois do segundo ano de vida… Mas como sou chata, exigente e não tenho muita paciência, acabei tendo que optar pela creche… Desculpem o desabafo…

    • Clarice
      9 de Abril de 2014 at 11:22 — Responder

      Oi Fe!
      Eu não tenho babá principalmente por questões financeiras, mas não sei se contrataria uma, por questões de confiança e privacidade. Mas, ao contrário de ti, tenho apenas um e realmente não posso dizer como seria se tivesse mais um. Minha mãe me ajudou muito no começo, quando o Lucas era muito pequeno pra ir pra escola, mas agora ela mora em outra cidade, então não posso mais contar com a preciosa ajuda dela.
      Minha mãe teve 4 filhos sem babá e sem empregada, mas ao contrário de mim, ela não trabalhava fora. Mesmo assim, acredito que tenha tido muuuuuuuuito trabalho pra nos criar. Lembro até hoje de ouvir ela reclamando que as férias escolares eram muito compridas… rs
      Por outro lado, também já ouvi algumas mães de 2 ou mais filhos comentando que depois de uma certa idade, ter 2 é uma vantagem, porque eles brincam um com o outro e acabam dando um certo sossego para a mãe. Teus dois ainda são menores, mas acredito que depois de crescerem mais um pouco devem chegar nessa fase de brincar juntos… tomara, né?

      • Clarice
        9 de Abril de 2014 at 11:26 — Responder

        Complementando: só achei que “já que eu não sou empresária e preciso trabalhar” ficou meio estranho, porque a maioria dos empresários trabalha pra caramba e normalmente não tem horário fixo como nós, empregados. Isso muitas vezes é uma vantagem mas também pode ser bem complicado. Às vezes a empresária que trabalha em casa pode até optar por ficar com seu pequeno em casa, mas aí com certeza o trabalho vai render bem menos, não acha? Eu mesma tenho bastante dificuldade pra fazer qualquer coisa em casa quando o Lucas está, pois ele fica o tempo todo querendo brincar…

  14. Silvana
    9 de dezembro de 2014 at 21:12 — Responder

    eu não entendo, você se acha uma super mae por não ter baba mas se esquece que leva-la a programas de adulto o tempo todo e deixa-la brincando enquanto você trabalha não e nada legal para um bebe. Eu tenho baba e nem por isso sou uma mae ausente, alias, sou super presente ate porque as horas que estou com os meus filhos são super produtivas ( estou mais descansada e disposta) e o meu casamento vai ótimo, tenho varias amigas, faco um monte de coisas e estou sim no dia a dia da vida dos meus filhos, em cada momento. E muita hipocrisia você dizer que tem vergonha alheia de quem tem baba, se não tem como pagar assuma e não fique dando uma de super heroína enquanto seu casamento afunda e você fica um caco.

  15. Priscila Araujo
    26 de dezembro de 2014 at 15:01 — Responder

    Amei o texto, e me identifiquei com ele. Antes de ser mãe euera rata de academia, tocava em orquestra, saía com amigos, almoçava junto com meu marido, enfim, faza.programas que eu gostava e que eram minha identidade. Amo minha filha e não imagino minha vida sem ela, mas é fato que a maternidade nos limita em alguns aspectos, e não é de uma hora pra outra que a gente aceita essa nova condição, e se adapta a ela. Deixar de fazer s coisas pra si pra poder fazer pelos filhos tem sido meu maior desafio, e isso ninguem ensina pra gente.

Envie uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

*

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Voltar
COMPARTILHAR

Uma vida sem babá