Que homem você quer?

“O herói esperado por toda mulher (…)
O cara que sempre te espera sorrindo (…)
Apaixonado te olha e te diz
Que sentiu sua falta e reclama
Ele te ama
Esse cara sou eu”
Roberto Carlos

 

Nada melhor do que uma canção do Roberto Carlos pra começar! Será?!

Oi! Sou o Nando Monteiro! Cantor, compositor, historiador, marido, pai e um homem feminino. Um homem que entende e gosta do papel da mulher no mundo contemporâneo. Não existe conflito e, principalmente, não há inversão de papéis. Alguns até querem insistir que existe uma inversão. Na revista Cláudia de novembro (Sim! Eu leio revista feminina também! Rs!) tem uma matéria sobre o livro “O fim do homem e a ascensão das mulheres”, de Hanna Rosin. A escritora afirma que o homem é peça em extinção e que as mulheres vão substituir os homens. Portanto, é uma “simples” inversão de papéis. Mas os especialistas ouvidos na matéria foram unânimes em dizer que isto é uma falácia. A mulher moderna é especial porque consegue lidar com o mundo moderno sob uma nova perspectiva, sem repetir o estilo “capitalista selvagem”, atribuído aos homens do século XX. Concordo com os especialistas, claro!

Mas “pequenos” detalhes me incomodam: existe um único modelo padrão de mulher contemporânea? Não precisamos ir muito longe e olhar as burcas no oriente ou as flagelações genitais africanas. Quando vemos as vestimentas das mulheres adeptas das religiões neo-pentecostais no Brasil, é quase um choque, se comparamos aos ínfimos biquinis das praias brasileiras. Poderíamos ir mais além até chegar a ditadura da magreza! O que está se tornando mais possível no presente é o poder de escolha da mulher ser o que quer! Claro que existe uma série de questões limitadoras para que isso seja verdade em sua plenitude, como a pobreza, as tradições culturais, religiosas, ou ainda, sua família, seus filhos, seu trabalho, seu marido, etc. Cada uma terá sua razão para ser ou não ser o que quer. A diferença é que no passado recente (estou falando do Brasil, ok?!) a mulher não tinha direitos legais ou supostos, e até sua vida ficava em risco. Vide “Lei Maria da Penha”! Isso sim é uma mudança! Então, não há apenas uma mulher no presente.

Da mesma forma que elas, o presente também nos reservou a livre escolha e a pluralidade. Sim! Ao homem também cabia um papel definido! Provedor, Senhor da casa, trabalhador, viril, forte, reto! Num mundo onde as utopias ruíram… Mas alguns continuam vivendo no mundo desse jeito, e são felizes! Suas mulheres? Elas que digam. Outros, como eu, resolveram se arriscar e se aventurar num mundo novo.

Mas aí surgiram mais dois homens nesse caminho. O primeiro vou chamar de Homem Frágil. Ele é um homem recém-saído do mundo antigo, entende o papel da mulher, mas não se encaixa nesse novo mundo. O Homem Frágil se perdeu! Age parecendo ter respeito a mulher moderna, mas no íntimo, ainda nutre o papel do príncipe, do provedor. Coloca a mulher num pedestal e não no mesmo patamar que ele. É a mulher idealizada dos tempos antigos que ressurge entre esses homens, só que na sua visão, mais poderosa! E como ele não consegue se encaixar, fica encolhido, escondido, frágil e às vezes depressivo. Esse é o homem da música do Roberto Carlos. Não por estar amando! Mas por se colocar como o herói (lembra do senhor provedor?!) e, ao mesmo tempo, o que espera e reclama a falta da mulher (alguém falou em fragilidade?!). Você pode querer ter um homem assim, claro! Mas antes de responder, vamos ao Homem Feminino!

O Homem Feminino, ou moderno, tem duas diferenças básicas em relação ao Homem Antigo e ao Homem Frágil: ele quer trocar com as mulheres e as coloca no mesmo patamar que o seu como indivíduo. Não existe competição ou inversão de papéis. Ele quer escutar e entender o outro. Porque além de amar o outro pelo que o outro é (um indivíduo único, particular e independente), quer também entender a si mesmo! Porque nesse processo de mudança ele não quer seguir papéis definidos, e sim construir algo novo, original! É isso mesmo mulherada! Nós estamos aqui para verdadeiramente trocar nossas experiências de vida com vocês! Quer característica mais feminina que isso? Mas tenham paciência. Assim como vocês, estamos em processo de mudança! Alguns homens que entrarem por esse caminho podem se perder. Outros podem fechar pra balanço. Haverá ainda alguns que vão querer voltar a idade da pedra! Mas como já disse… A maior conquista do nosso mundo atual é a escolha. Então fica outra pergunta: que homem você quer?

Abraços sonoros!

 

Música boa…

Como sou músico, vou deixar uma indicação de música. Minha indicação é a música “Love you is killing me” de Aloe Blacc. A música faz parte do seu segundo álbum “Good Things” lançado em 2010. O som remete aos bons tempos da soul music, com arranjos bem vintage. Essa faixa eu gosto demais, mas vale muito a pena explorar o álbum por inteiro. Música boa pra dar um “toque” no outro – loving you is killing me!

 

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